Matheus Carrasco
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Vídeo Matheus Carrasco:

Entrevista Buenos Aires

Como é a experiência de andar em um país diferente?

É uma experiência muito boa e empolgante, acredito que seja o sonho da maioria dos skatistas, poder fazer uma viajem internacional apenas para andar de skate.

Você estar em contato com uma nova cultura, uma nova língua é uma coisa boa, é aprendizado o tempo todo. Os picos novos são bem diferentes dos que eu estou acostumado no Brasil, pois, aqui se usa a pedra portuguêsa no chão, na Argentina é usado um outro tipo de revestimento.

Conte um pouco sobre a cultura Argentina e o comportamento das pessoas?

Eles tem alguns custumes bem diferentes do nosso como por exemplo: Colar nas pracas de biquíni e ficar tomando sol, é muito comum as pessoas usarem patins e longboards como meio de transporte. É normal você cruzar com pessoas tatuadas ou com cabelo colorido, parece que lá as pessoas não se preocupam muito com isso, cada um cuida da sua vida. Em alguns bairros mais antigos onde a maioria dos habitantes são idosos, as coisas já são diferentes, o skate incomodava eles, no entanto, em nenhum momento sofremos algum tipo de repressão policial, foi tudo bem tranquilo.

Os Argentinos te receberam bem durante as sessões de skate ou teve alguma rivalidade por ser brasileiro? 

Na maioria das sessões fomos bem recebidos, mas ja colamos em uma pista na qual nem todos curtiram nossa presença. é Normal, em todo lugar você tem que saber chegar, respeitar as pessoas.

Conheceu alguma crew Argentina? fez bastante amizades?

Acho que isso foi uma das coisas mais loucas que rolou na viagem, conhecemos no primeiro dia a Crew "Welcome to Banana", eles acabaram nos acompanhando durante toda a viagem. Eles nos receberam super bem, nos levaram nos picos para andar de skate ou até mesmo em um lugar legal para comer ou comprar uma peça de skate mais barata, foi massa. Queria agradecer eles pela receptividade e por toda a ajuda que nos deram por lá.

Por falar em amizades quem foi com você nessa viagem? 

Meu Irmão Iago Carrasco, ele filmou as minhas manobras e até que ele filmou bem, meu padrasto Adilson Carlos, nosso amigo Victor Faria e o seu pai Jorge.

E a arquitetura das ruas de lá? São skatáveis? 

Sim, de mais! Um dos melhores lugares que tive a oportunidade de andar de skate. Muito mármore, chão liso, bancos de madeira ou de cimento, gaps, escadas. Alguns lugares em Buenos Aires passaram por uma restauração que ajudou muito nós, skatistas.

E as pistas da Argentina de 0 à 10 que nota você daria?

Para o meu estilo de skate eu dou 10! (risos) Achei muito style as pistas que andei por lá.

Qual foi a melhor manobra e qual foi o melhor pico que andou?

Não tem como definir uma manobra ou um melhor pico, cada manobra foi única e cada pico foi inesquecível. 

A pergunta que não quer calar, como o governo e a população veem o skatista por lá?

O Skate por lá ainda está crescendo, não é tão grande quanto aqui no Brasil. Para a maioria das pessoas de lá, acredito que skate seja uma coisa normal, eles não se preocupam muito com você, eles são na deles.

E para fechar esta entrevista, dê umas dicas pra quem está pensando em ir pra Argentina andar de skate, dicas dos picos, de lugar pra ficar e até das comidas de lá.

Um pico que eu curti demais ter ido são as praças de Porto Madero, tem barquinhas de cimento, de madeira, a lixeira da para pular, é um lugar legal, embora seja boa ideia usar um repelente, para hospedagem, é melhor optar em hotéis pelo centro. Os Argentinos comem pouco então os pratos são gigantes e só um pouco de comida (risos).

É uma viagem muito boa de se fazer, o real vale mais por lá, então não precisa juntar muita grana. Bom é isso galera, Skate Sempre! 

 
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